terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pearl River Tower: O edifício Ecológico

Na onda dos prédios ecológicos e de design sustentável, a empresa Skidmore, Owings & Merrill LLP (SOM) projetou o que os arquitetos consideraram o arranha-céu mais eficiente energicamente em todo o mundo.
Isso seria devido a sua forma estrutural única.



SOM e seu cliente CNTC Guangdong Tobacco Corporation comemorou no dia 28 deste mês o término da cobertura do prédio, que foi nomeado de Pearl River Tower e se situa em Guangzhou, na China. Com setenta e um andares, o arranha-céu deverá estar concluído ainda este ano.

Os 2,3 milhões de pés quadrados da torre também têm as mais recentes tecnologias sustentáveis e os avanços da engenharia. O projeto integra sistemas estruturais em aço e concreto estrutural para suportar a forma curva do edifício, bem como o vento que bate na torre. De acordo com a firma SOM, uma inovação estrutural foi integrada às turbinas eólicas. Estas turbinas, que são alimentadas a partir de aberturas da fachada, são suportadas em lajes existentes nas zonas de abertura e apoiados lateralmente contra o andar de cima.



A Pearl River Tower incorpora muitos elementos de design sustentável que têm sido usados individualmente em edifícios em todo o mundo, mas não é aplicada em conjunto em uma única estrutura, de acordo com Skidmore, Owings & Merrill LLP.

"Soluções de engenharia estrutural devem ser integradas aos projetos arquitetônicos e de engenharia sustentável, de modo que eles sejam inseparáveis", disse Bill Baker, SOM parceiro de engenharia estrutural. "É a colaboração entre nossa engenharia estrutural, arquitetura e práticas de engenharia sustentável que permitem uma construção como o Pearl River Tower se torne realidade."



Embora muitos desses atributos sustentáveis tenham sido incorporados individualmente em arranha-céus ao redor do mundo, o projeto Pearl River Tower representa a primeira vez que eles são usados coletivamente. O design sustentável e recursos de engenharia incluem painéis solares, paredes de dupla cortina de pele e sistema de teto refrigerado.



SOM não disse se o edifício Pearl River Tower estaria buscando a certificação de qualquer um dos sistemas de classificação de prédios sustentáveis, como Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) ou BREEAM: the Environmental Assessment Method for Buildings Around The World.





Imagens: Google Imagens
Artigo de Lara Nunes em: http: www.portaldoarquiteto.com

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

GREEN BUILD (CONSTRUÇÃO VERDE)

A seguinte matéria foi publicada por Maria Lucia Capella Botana na página do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Arquitetura (IBDA) e realmente achei que divulga suas palavras seria uma necessidade para quem busca mais conhecimento sobre o GREN BUILD ou CONSTRUÇÃO VERDE.


Sem dúvida, a implementação dos conceitos do green building no país seria agilizada se partisse da esfera governamental, nas licitações das suas próprias construções e adaptada às peculiaridades regionais. Porque a questão não envolve apenas a construção de edifícios altamente eficientes, mas todo o ambiente à sua volta de forma a solucionar problemas sociais e de infra-estrutura, integrando toda a cadeia de construbusiness e mantendo a competitividade econômica.
O conceito de construção verde não está associado apenas à preservação do meio ambiente, por isso muitos preferem o termo “construção sustentada”, que é mais condizente com a proposta que prevê o desenvolvimento econômico, o social e o respeito ao meio ambiente. Para países em desenvolvimento como o Brasil, equilibrar esses três pontos é fundamental para garantir um crescimento econômico sólido ao mesmo tempo que importantes questões de infra-estrutura, por exemplo, são resolvidas como parte integrante do processo.
Segundo Newton do Amaral Figueiredo, presidente da Sustentax Engenharia Ambiental, empresa brasileira de consultoria para green building, os empreendimentos sustentáveis devem proporcionar “retorno para seus investidores e proprietários e menores custos, melhor saúde, conforto e produtividade para os seus ocupantes, além de se inserirem de forma harmoniosa com o meio ambiente e com a comunidade em torno da sua área de influência”. E acrescenta exemplificando que, mesmo que uma construção tenha sido erguida dentro de padrões ecologicamente corretos, apresentando altos índices de economia de energia, materiais reciclados, etc., ela não será considerada sustentável se na comunidade em que está inserida o esgoto corre a céu aberto, crianças estão sendo mordidas por ratos.






Rochaverá Corporate Towers, São Paulo, maior complexo de escritórios de alto padrão construído sob critérios Green Building.

Mas foram as grandes corporações que saíram à frente. Empresas com operações em vários lugares do mundo e de diferentes setores como o Bank of America, IBM, Toyota, Wal-Mart, entre outros estão unindo útil ao agradável. Os Estados Unidos e a Europa apresentam mais de 700 projetos em andamento para certificação verde. E mais de 2 mil prédios verdes estão sendo construídos atualmente em território americano.
No Brasil, a agência do ABN Amro Real da Granja Viana, em São Paulo, pode ser o primeiro empreendimento a receber a certificação green building concedida às empresas que adotaram os critérios de sustentabilidade ambiental do LEED – sigla em inglês para Liderança em Energia e Design Ambiental –, o selo mais difundido e reconhecido internacionalmente por ser orientado para o mercado sem perder de vista a responsabilidade ambiental. Foi criado pelo U.S Green Building Council (USGBC), um conselho aberto e voluntário de nível mundial que congrega lideranças de vários setores da indústria da construção, hoje em torno de 8.500 profissionais .






Artigo retirado do site: http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=23&Cod=156