segunda-feira, 13 de junho de 2011

Para uma decoração mais sustentável

No post retrasado eu comentei sobre a materia de uma revista...então achei materiais agora sobre decoração que segue alguns preceitos sustentáveis e do ecodesign vale a pena dar uma lida....

Pneu reaproveitado

Vem de Belo Horizonte, MG, a idéia de reaproveitar pneus usados para dar forma à peça, que leva acabamento artesanal de fibra de taboa. A sustentação do assento fica por conta de tiras trançadas de pneus, recolhidos em borracharias locais. O trabalho das artesãs e irmãs Lúcia Rosalina de Paula e Luciana Rosalina Barbosa, da CWT Design, evita o acúmulo de pneus em aterros sanitários, dando vida nova ao material. Com 45 cm de altura e 55 cm de diâmetro, o pufe pesa 13 kg. Preço: R$ 450,00

Peças exclusivas


Com desenho elegante, a poltrona Saquarema do designer Carlos Motta utiliza peroba de demolição e cera de carnaúba. A peça é produzida artesanalmente com técnicas de marcenaria tradicional e o cliente pode levar o tecido que quiser para a confecção do estofado. Também produzida na versão com madeira sucupira. Preço: R$ 6.990 sem o estofado.

Uma floresta na sala

Criada pelo designer Paulo Alves, da Marcenaria São Paulo, a estante Floresta leva ipê-goiaba de demolição na estrutura dos “galhos” e mdf certificado nas prateleiras. Dimensões: 2,70 de comprimento, 1,80 de altura e ,40 m de profundidade. Preço: a partir de R$ 650, na Micasa.

Design assinado

Até o badalado designer francês Philippe Starck vem se rendendo aos encantos do ecodesign. Sua cadeira Icon, fabricada pela americana Emeco, é feita com 80% de alumínio reciclado. Empilhável, adquirida como cadeira ou banqueta, a peça mede 44 x 53 x 84 cm. Preço: sob consulta, na Forma.

Do lixo ao luxo

(vencedor do planeta casa 2006) As cascas de coco geradas pela indústria alimentícia são a matéria-prima da empresa alagoana Ekobe. Depois de processado mecanicamente, o material vira pastilhas, que são montadas em placas, lixadas, testadas e embaladas. Prontas, elas cobrem paredes e até pisos e também enfeitam bancadas de lavatórios, molduras e lareiras. Disponível em 13 tipos de diversas cores, em placas de 42 x 42 cm ou 42 x 84 cm, já impermeabilizadas. Preço: em média, R$ 300 o m²

Retalhos

A gaúcha Gueto encontrou uma nova função para a bola suíça, usada nas aulas de Pilates. Além de decorativa, a Philomena serve de assento. O revestimento é feito com retalhos de couro que são descartados em indústrias da região. À venda em três tamanhos: 55 cm, 65 cm e 75 cm de diâmetro. Preço: R$ 400 com 55 cm.

Plástico biodegradável

À base de amido de batata, a novidade da linha Organic da Coza é uma cesta organizadora composta por plástico 100% biodegradável. Embora conserve as mesmas características do plástico polipropileno, a peça, em contato com a terra, decompõe-se totalmente em 18 semanas. Em casa, são úteis na cozinha, na lavanderia e no quarto das crianças. À venda nas cores azul jeans, verde floresta e camurça, com ou sem tampa e em três tamanhos. Preço: a partir de R$ 15

Recicla Fácil 4 x 1

(vencedor do planeta casa 2007) Em polipropileno reciclado, a lixeira doméstica da Metalúrgica Nematec facilita a separação dos resíduos domésticos, já que segue o padrão de cores da coleta seletiva: vermelho (plásticos), azul (papéis), verde (vidros) e amarelo (metais). São quatro tampas (para o encaixe de sacos plásticos) e um espaço interno único que otimiza a distribuição dos resíduos. À venda nas cores branco, cinza e chumbo. Preço: R$ 89,00

Mandalas de papel

O trabalho dos 25 artesãos da Oficina de Artes Boracéa transforma jornal em mandalas que enfeitam paredes e funcionam até como tapetes. Com o apoio da designer Adriana Yazbek, os catadores de materiais recicláveis do albergue Boracéa, mantido pela prefeitura de São Paulo, ganhou força e adquiriu vida própria. As vendas aumentaram, os produtos foram aprimorados e hoje o grupo virou uma ONG. Graças à renda mensal gerada pelo artesanato, alguns moradores conseguiram até deixar o albergue. Preço: R$ 160 a mandala com 1 m de diâmetro.

Novos materiais

(vencedor do planeta casa 2006) Os cestos da linha Organic de produtos da Coza levam 30% menos de polipropileno graças ao investimento em pesquisa de material. Resultado desse trabalho, o Arbofill é obtido da mistura do plástico com lignina (resíduo da indústria de papel), fibras de sisal, linho e cânhamo. A aparência lembra a madeira, mas o produto é totalmente impermeável. A coleção conta ainda com um revisteiro e um conjunto de cozinha com prato, sousplat, centro de mesa e mesa auxiliar, além de utensílios para o banheiro. Preço: R$ 16,40 (vaso), R$ 12,40 (cachepô), R$ 6 (cremeira) e R$ 9 (prato quadrado).

Toalha de bambu

(vencedor do planeta casa 2006) Da Büettner, a toalha Bambu tem fios com 70% de algodão e 30% de fibra de bambu. Além de alta absorção, essa tecnologia permite que a propriedade bactericida do bambu deixe a toalha menos sujeita à ação do mofo. A mistura é resultado de quase dois anos de pesquisa para conseguir equilibra maciez, absorção e resistência. A decomposição do material não causa danos ao ambiente, pela ausência de materiais sintéticos, e sua produção conta com tratamento de efluentes, reúso da água descartada, além de plantio de eucalipto para alimentar suas caldeiras. À venda em quatro cores: branco, bege, verde e azul. Preço: R$ 35 (banho).

Saco de café reciclado

O tecido criado pela JRJ, Sac de Café, vem da reciclagem da juta utilizada originalmente na fabricação das embalagens de grãos de café. A fibra resistente e totalmente natural é cultivada em Belém do Pará sem o uso de agrotóxicos e com manejo sustentável que gera empregos na região. O tecido passa por lavagens especiais e tingimento nas cores grão de café, oliva e natural. Indicado para aplicações em paredes, almofadas, cortinas e estofados. Preço: a partir de R$ 70 o metro linear com 1,40 m de largura

Retalhos aproveitados

Cada tapete modelo Spaghetti da By Kamy, feito com sobras de cottom Lycra, evita que 6 kg de material terminem no lixo. Comprado pela empresa, as aparas de biquínis e lingerie chegam misturadas e, depois de separadas manualmente, são levadas para artesãos de uma favela em Guarulhos, que trabalham num galpão instalado pela loja com maquinário e teares manuais. Em diversos tamanhos e cores (que variam de acordo com as tendências da moda têxtil). Preço: R$ 325 o m² ou R$ 430 o m² no formato redondo.

Palha de trigo

No Vale do Rio do Peixe, meio-oeste de Santa Catarina, artesãos transformam palha de trigo na cesta Flores, desenvolvida pela Gueto Ecodesign, com apoio do Sebrae. O trabalho, que leva o nome de Tranças da Terra, resgata parte da história de imigrantes italianos e alemães, que costumavam usar as hastes do grão para criar objetos. A matéria-prima é renovável e a venda dos produtos ajuda a incrementar a renda de quem participa do projeto. À venda em dois tamanhos, com diâmetros de 12 cm e 30 cm. Preço: R$ 60 (tamanho grande), na Gueto Ecodesign

Caixinhas da floresta

Nas mãos das mulheres quilombolas de Oriximiná, PA, o ouriço da castanha-do-pará vira caixinhas especiais. O desenvolvimento do artesanato faz parte do projeto Artesanato do Quilombo, da Comissão Pró-Índio de São Paulo, que atua em diversas regiões do Brasil gerando renda para populações descendentes de escravos. As peças são exemplo de respeito à floresta e à cultura regional. Com o material, as artesãs criam também colares e pulseiras. Preço: R$ 15 a unidade

Menos consumo de energia

Licenciado pelo Greenpeace, o resfriador Ecobrisa EB20, da Viva, consome até 95% menos energia elétrica do que os condicionadores de ar convencionais. Sua tecnologia de resfriamento por evaporação da água não utiliza gases refrigerantes e evita a concentração de ácaros, odores e poluentes, já que o ar é constantemente renovado. A licença da ONG ambiental reconhece o produto como ecologicamente correto, desde a matéria-prima e o processo de fabricação até a embalagem e o conforto garantido com o consumo eficiente de energia. Preço: R$ 1.655

Sim, fogão a lenha!

(vencedor do planeta casa 2004) O design e o material que compõem este fogão a lenha – três tipos de aço - melhoram o aproveitamento do calor do fogo, agilizando o cozimento e diminuindo o gasto de madeira. Além disso, o Ecofogão é mais saudável que os fogões a lenha tradicionais, pois vem com uma chaminé acoplada, que leva a fumaça para o exterior da casa. O fogão foi pensado para atender a milhares de famílias que vivem na zona rural do país e que não têm acesso ao gás (de bujão ou de rua). Lançamento, o modelo mais novo vem com um forno, que pode ser embutido numa estrutura de alvenaria. À venda em diversas cores. Preço: R$ 165 o ecofogão mais simples e R$ 884 o modelo com forno.

Opção mais sustentável

(vencedor do planeta casa 2004) Substituir o ar-condicionado pelo ventilador de teto ou alterar o uso dos dois sistemas pode significar uma economia de 90% de energia. O ventilador Spirit 203 Led, criado pelo estúdio Índio da Costa Design, tem uma aerodinâmica que potencializa a economia de energia e proporciona uma maior vazão de vento. Em média, a performance é 30% maior que nos modelos tradicionais. A iluminação também reserva seus segredos. Os 12 leds (chips com emissores de luz) não geram raios ultravioleta e infravermelhos, o que evita a descoloração das obras de arte e de estofados. Em diversas cores. Preço: a partir de R$ 279, nas Lojas Americanas

Copos iluminados
Levar uma caneca cerâmica ou de plástico para o escritório é uma boa alternativa para reduzir o uso de copos plásticos descartáveis. Como essa prática ainda é pontual, o estúdio Superlimão criou a luminária Copólios, que reaproveita os copinhos descartados após o uso, dando-lhes nova função. A peça tem 60 cm de diâmetro e integra a linha de produtos feitos com materiais reaproveitados. Preço: sob consulta

Pára-choque reciclado

Do carro para a sua casa. O ABS reciclado, plástico usado nos pára-choques dos carros, é a matéria-prima para a cadeira Borra, criada pelo estúdio Superlimão. A cadeira leva o nome da linha de produtos desenvolvidos com o objetivo de reaproveitar diversos tipos de plásticos, aumentando a vida útil do material que vem de fontes não-renováveis (petróleo). Dimensões: 45 x 90 x 100 cm. Preço: R$ 3 mil

Resíduo de palmito

A matéria-prima da cadeira Nativa vem do tronco descartado no cultivo da palmeira pupunha, espécie amplamente utilizada na produção de palmito sustentável. O laminado é obtido a partir de ripas da planta, prensadas com resina de base vegetal. Na peça, as lâminas receberam revestimento em ipê e assento em tecido de juta. O compensado de pupunha é vendido em chapas estruturais e em lâminas. Preçodos produtos: sob consulta.

Design verde

O designer André Marx é especialista em móveis que utilizam madeira certificada. Suas peças, praticamente exclusivas, aliam design à preservação ambiental. A madeira é sempre valorizada e, por isso, empregada sem pigmentação. Uma de suas mais recentes criações é a cadeira Bi, em louro-chumbo e breu vermelho, provenientes de manejo sustentável. Dimensões: 40 x 40 x 100 cm. Preço: R$ 420

Persianas naturais

Da CWT Design, as persianas de fibras naturais são confeccionadas em tear manual com fibra de palmeira, junco e bananeira, que são lavadas e secam naturalmente ao sol. Em diferentes tamanhos e acabamentos e nos modelos rolô, romana ou trilho de correr, proporcionam luminosidade agradável nos mais variados ambientes. Preço: de R$ 80 a R$ 170 o m²